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Entrevista: Empresário Flávio Rocha
“O Estado gasta com privilégios e falta o essencial”

Empresário bem sucedido, dono da rede de lojas Riachuelo, uma das maiores do Brasil, o pré-candidato à presidência da República Flávio Rocha (PRB) esteve em Feira de Santana. Em um encontro conturbado com empresários, já que sua palestra não passou de 15 minutos, falou sobre direita e esquerda e “nós contra eles”. Antes da palestra, em entrevista coletiva à imprensa, disse que o momento é de parceria dos que produzem, geram riquezas e empregos e que pagam a conta desta gigantesca farra estatal. Ele entende que próxima eleição, que é a mais importante da história do Brasil, pelo menos no período pós-democratização, é um conflito avesso a todos esses conflitos artificiais que foram gerados e que uma pequena elite da aristocracia burocrática puxa a carruagem que está em cima. Ou seja, “os conflitos do que produzem e os que parasitam na máquina estatal”.

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Enviado por Jair Onofre - 22.12.2012 07:31h
Hosannah Leite *

EM DEFESA DE NOSSAS RIQUEZAS E DA SUSTENTABILIDADE

 
Foto: Hosannah Leite é Economista, Professor Universitário e Homem Público

Foto: Hosannah Leite é Economista, Professor Universitário e Homem Público

A maior parte da nossa história econômica foi sempre a de grande exportador de matérias primas. Ciclos do pau-brasil, do ouro, da cana-de-açúcar, do café e hoje do agronegócio globalizado, com múltiplos direcionamentos. Muitos desses ciclos são renováveis e, outros, de recursos esgotáveis. Se por um lado os renováveis exaurem os nossos solos que podem ser “corrigidos” com os recursos da tecnologia, mesmo danosos, não acontece o mesmo com os recursos minerais que após extraídos não se recompõem.

O povo brasileiro sempre lutou para que saíssemos da condição de meros exportadores de bens primários e adentrássemos à condição de produtor de bens industrializados, mola motora que move e dinamiza a economia de um país, agregando valor às matérias primas e gerando, internamente, empregos e renda.
 
A partir dos anos de 1930, com a política desenvolvimentista industrial, redirecionamos a nossa base econômica rumo à substituição de importações e conseguimos adentrar no mundo de países com dinâmica econômica movida pela industrialização. Como se deu e quais os resultados é assunto para outras considerações. O fato é que tínhamos que sair da condição de meros fornecedores de matérias primas.
 
Durante muitos anos, até a década de 1970, o Brasil foi um dos países que mais cresceu no mundo, transformando-nos num país com uma indústria de bons padrões mundiais, sempre vinculados ao Estado, com favorecimentos à iniciativa privada.
Conseguimos avançar de simples exportadores de bens primários para nos enveredar no mundo dos produtos industrializados. Enfim mudamos a nossa “cara” econômica. O país urbanizou-se com a industrialização e a nossa área rural inseriu-se na modernidade tecnológica, produzindo, para o mundo.
 
Hoje estamos a vivenciar a antiga situação de grande exportador de matérias primas. Os compradores agregam valores na transformação desses bens primários e, por conseqüência, criam empregos e rendas em seus países, em detrimento do nosso mercado interno.
 
Este é caso do ferro, recurso não renovável que, como sabemos, é esgotável tanto quanto o petróleo e nos fará falta num futuro não muito longínquo. Continuamos sendo o grande exportador de ferro e outros minerais não renováveis, sem uma visão do mundo futuro, favorecendo as grandes empresas capitalistas aqui sediadas, cujos objetivos do lucro deixam em segundo plano os nossos interesses nacionais.
 
As políticas nefastas aplicadas com as privatizações, particularmente na área dos minerais, deixou-nos à mercê dos interesses do capital que nunca coincidem com os da grande maioria do nosso povo. Assim ocorreu com a Vale do Rio Doce, com a Companhia Siderúrgica Nacional-CSN, etc., “doadas” através de processos até hoje questionados, com valores aviltantes e pagamentos com “moedas podres” e financiadas com os nossos próprios recursos.
 
Precisamos despertar para a grande discussão da preservação e bom uso de nossos recursos naturais, especialmente os minerais, cuja exploração leva ao enriquecimento de grupos capitalistas, que exaurem as nossas matérias primas não renováveis, comprometendo o futuro do Brasil.
 
Precisamos adotar os mesmos raciocínios utilizados para o petróleo, com a descoberta do pré-sal, tendo a visão os seus resultados para aplicações em políticas públicas, a exemplo de outros países, em favorecimento do nosso povo.
O amanhã não será outro dia, com um alvorecer resplandecente para os nossos recursos não renováveis. Tornar-se-ão exíguos e a penumbra da escuridão deixar-nos-á a lembrança do que fomos e de alimentadores do processo de reprodução do capital controlador desse mercado, em detrimento do nosso povo e dos nossos descendentes.
 
Se hoje estamos sendo constantemente alertados para o uso indiscriminado de fertilizantes e produtos químicos no processo de produção na agropecuária, com suas conseqüências nefastas para a terra e para os seres humanos, também precisamos discutir sobre a exaustão de nossos minerais e a nossa responsabilidade com o mundo que entregaremos aos nossos filhos.
 
O mundo avança aceleradamente para uma mais intensa dicotomia entre pobres e ricos, estes últimos recheando os seus “cofres” e os primeiros sendo usados como “matéria prima” nesse processo de “pista unidirecional”: a do capital.
É preciso – e com urgência -, que tornemos a questão da sustentabilidade em ação efetiva e concreta, para legarmos aos nossos descendentes um mundo melhor para se viver, e que nossas riquezas naturais sejam utilizadas em beneficio de toda nação.
 
*Hosannah Leite é Economista, Professor Universitário e Homem Público.
 
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