Bahia na Política por Jair Onofre
 

 
 
 

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Entrevista: Empresário Flávio Rocha
“O Estado gasta com privilégios e falta o essencial”

Empresário bem sucedido, dono da rede de lojas Riachuelo, uma das maiores do Brasil, o pré-candidato à presidência da República Flávio Rocha (PRB) esteve em Feira de Santana. Em um encontro conturbado com empresários, já que sua palestra não passou de 15 minutos, falou sobre direita e esquerda e “nós contra eles”. Antes da palestra, em entrevista coletiva à imprensa, disse que o momento é de parceria dos que produzem, geram riquezas e empregos e que pagam a conta desta gigantesca farra estatal. Ele entende que próxima eleição, que é a mais importante da história do Brasil, pelo menos no período pós-democratização, é um conflito avesso a todos esses conflitos artificiais que foram gerados e que uma pequena elite da aristocracia burocrática puxa a carruagem que está em cima. Ou seja, “os conflitos do que produzem e os que parasitam na máquina estatal”.

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Enviado por Jair Onofre - 31.03.2014 06:24h
Ditadura Militar

50 anos do Golpe Militar no Brasil – Uma ferida ainda não cicatrizada

 

Ditadura é sinônimo de violência, de perseguições, de cerceamento de liberdades e de democracia. Foi o que ocorreu há 50 anos com o Golpe civil militar em 1º de abril de 1964. Uma grande mentira “real” que aplicaram sobre o povo brasileiro. Durante 21 anos de truculências, perseguições, da falta de liberdade e democracia, de cassações, mortes e expulsões de brasileiros de sua pátria, de prisões arbitrárias e de torturas como política de Estado, sempre com a conivência e apoio dos grandes grupos econômicos e de militares impatrióticos, o Brasil viveu uma sanguinária ditadura militar.
 
Uma grande noite cinzenta de mais de duas décadas de sofrimentos do povo brasileiro cujos murmúrios de pais, mães, filhos, parentes e amigos eram abafados e ocultados através de nefastas censuras. As prisões militares ficaram abarrotadas de pessoas que ousavam protestar e resistir ao arbítrio e aos descalabros da ditadura. 
 
Convergiram interesses de grupos monopolistas nacionais e internacionais, na direção dos anseios dos militares que procederam o golpe, aliados à grande imprensa local e estrangeira a serviço do capital; de uma classe média vacilante; de uma maioria religiosa iludida pela propaganda do anticomunismo, recebendo recursos de norte americanos através de órgãos como IBAD, IPE’s, etc, para perpetrarem o nefasto golpe de 1º de abril de 1964.
 
Situações históricas antecederam ao golpe. As Reformas de Base exigidas pelos trabalhadores e povo brasileiros, levavam o governo de João Goulart a avançar no campo social, econômico e político, ações essa que permitiriam a inserção do Brasil na modernidade de então. Em 13 de março de 1964, no comício das Reformas, o Presidente assina a desapropriação de terras subutilizadas às margens de rodovias e ferrovias – 10 quilômetros -, provocando uma reação imediata dos latifundiários e proprietários rurais. Também nesse dia assina Decreto permitindo a nacionalização de refinarias em mãos de multinacionais, aprofundando a reação dos capitalistas internacionais, particularmente americanos, acirrando, em ambas situações, a defesa da propriedade privada, pedra basilar do capitalismo e a sede insaciável de dominação de nossas riquezas.
 
Esse comício, numa sexta-feira 13, ocorria a pequena distância de comando militar do exército e exigências da Reforma Urbana e de voto para segmentos inferiores de militares – só oficiais votavam - e para analfabetos, arrepiou a classe média e os militares que temiam a redução dos seus privilégios. A Reforma Agrária e a legalização do Partido Comunista eram pedidos estampados, aos quadros cantos, em faixas e cartazes.
 
Estes acontecimentos apressaram o golpe militar, já abortado anteriormente com o suicídio de Getúlio Vargas, desdobrado na tentativa de impedir a posse de Juscelino Kubistchek e, especialmente em 1961, quando não queriam permitir a posse legal do Vice Presidente Jango após a renúncia do excêntrico Janio Quadros.
 
Foram anos sombrios a partir de 1º de abril. A legalidade republicana foi violentada, o poder executivo tomado de assalto, o legislativo vilipendiado e o judiciário amordaçado. A vontade popular foi estuprada e o manto negro da violência passou a ser política de Estado.
 
O Congresso Nacional era fechado, o Judiciário com seus poderes suspensos e o poder Executivo tomado de assalto, favoreceram fortemente a burguesia nacional e internacional e os trabalhadores viveram dias de profundas repressões e um avassalador arrocho salarial em favor dos lucros capitalistas.  
 
Em Feira de Santana, como em toda a Bahia, o peso das botas e baionetas ditatoriais fez-se sentir. Destacamento do exército deslocou-se de Alagoas para a ocupação militar de nossa cidade. Prefeito destituído, prisões realizadas, torturas praticadas, fechamento de entidades sindicais e estudantis, IPM’s instalados e processos judiciais militares desencadeados. Eram dias de arbítrios e perseguições. Famílias de trabalhadores em polvorosa e desempregos e perseguições desencadeadas. A elite local, política e econômica, alçaram as nuvens e com seus “dedos-duros” de plantão iniciaram um período de terror e sofrimentos.

Contudo, apesar de toda repressão subsequente, muitos foram os que buscaram se reaglutinar e oferecer resistência à ditadura aqui em Feira de Santana. A maioria deles hoje já falecidos ou mortos, a exemplo do jovem Luiz Antonio Santa Bárbara, assassinado pela truculência militar, quando resistia ao domínio ditatorial. As nossas presentes lembranças!
 
Feira de Santana sempre, nos momentos cruciais da vida política brasileira, nunca faltou com a sua identificação nas lutas pelas liberdades públicas e pela democracia. Durante todo o período ditatorial (1964/1985), feirenses projetaram politicamente a nossa terra marcando com suas presenças a nossa história política, sempre com honradez, denodo e dignidade. Francisco Pinto, feirense, foi um exemplo maior de resistente e lutador contra os desmandos ditatoriais e destacou-se no combate às elites brasileiras, em especial a feirense.
 
Nos anos de chumbo a resistência descortinou o estreito caminho da luta armada, desproporcional, mas não menos heroica, apesar de equivocada, que ceifou milhares de vidas, especialmente de jovens idealistas. Durante a ditadura as divergências ideológicas e de condução do processo levou a profundas cisões no movimento de resistência surgindo inúmeras organizações de esquerda, a maioria delas com origens no Partido Comunista Brasileiro-PCB que, a partir do seu Congresso de 1967, não conseguiu se manter unido organizacionalmente. Isto enfraqueceu a unicidade no combate à ditadura, levando a que muitas organizações resolvessem adotar a luta armada como única saída, de forma independente e isoladamente. Foram todos massacrados, inexoravelmente.
 
Com o advento da crise mundial dos anos 1970, a economia brasileira, a exemplo do mundo, envolve-se nela, recrudescendo, apesar do arrocho dos salários dos trabalhadores, a inflação, causando reflexos nas posições político eleitorais dos brasileiros. A oposição (MDB), juntamente com organizações democráticas e progressistas, avança na direção do enfraquecimento da ditadura e começam a infligir pesadas e importantes derrotas à base política de sustentação ditatorial. Muitos políticos em Feira colocaram obstáculos políticos aos avanços da luta democrática e defendiam os interesses excludentes do Estado repressor.
 
Os movimentos sociais começam a se organizar e, ao final da década de 1970, greves voltam a acontecer, especialmente em São Paulo. Passeatas e manifestações variadas espalham-se pelo país. No mundo crescem as indignações, os protestos e as lutas contra os desmandos da ditadura. O povo retorna à cena política com muita altivez.
 
As Igrejas, especialmente a católica, desde o final da década de 1960, realinham-se e identificam-se com os sentimentos da população nas lutas populares.  Bispos e padres sofrem o peso e a truculência ditatorial. Muitos são presos e mortos. Figuras como D. Paulo Evaristo Arns, D. Hélder Câmara, D. Pedro Casaldáliga e muitas outras da CNBB dedicaram suas lutas em defesa dos sentimentos libertários e conduziram a Igreja para posições antiditatoriais.  
 
O Pastor Jaime Wright, presbiteriano, como muitos outros evangélicos, prestou um incomensurável serviço ao país denunciando a ditadura, ajudando presos e perseguidos políticos, marcando a insatisfação das Igrejas protestantes no decorrer da ditadura. Outros segmentos religiosos também estabeleceram suas posições na luta antiditatorial.
 
Os movimentos culturais e os jornalistas adotaram uma postura mais agressiva na luta pela democracia, especialmente após a morte de Vladimir Herzog sob tortura nos porões do II Exército em São Paulo. Um clamor nacional inicia a sua trajetória de crescimento.
 
No final da década de 1970 o povo conquista a Lei da Anistia, que permite o retorno de milhares de brasileiros ao país. A luta política dos brasileiros leva a que o pluripartidarismo retorne ao Brasil e a batalha grandiosa pelas “Diretas Já” toma todo o país e leva às ruas centenas de milhares de pessoas que desemboca na derrota da ditadura em 1985.
 
Infelizmente, apesar da derrota da ditadura, o quadro socioeconômico brasileiro não obtém mudanças significativas, permanecendo os mesmos que deram sustentação à ditadura comandando os diversos poderes republicanos.
 
Esta é uma nova e árdua batalha que o nosso povo tem que enfrentar na busca de melhores e maiores qualidades de vida. A democracia e as liberdades públicas ainda carecem de lutas maiores na busca de horizontes mais radiantes. Ainda, apesar de passados 50 anos do Golpe Militar, vivenciamos saudosismos perigosos e agressivos. Torturadores “anistiados” confessam seus crimes e continuam impunes! Lutadores continuam desaparecidos sem que seus familiares possam velar seus restos mortais! Ainda não se findou esse período. . .
 
É preciso avançar na consolidação da Democracia! É dever do povo brasileiro honrar a luta daqueles que tombaram e ajudaram, com seus sacrifícios,  a construir as parcas liberdades vividas hoje!

*Hosannah Leite – Economista, membro da Comissão da Verdade, Professor Universitário, político e homem público resistente à ditadura. 
 
 
 
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