Bahia na Política por Jair Onofre
 

 
 
 

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Parcial
 
 

Entrevista: Empresário Flávio Rocha
“O Estado gasta com privilégios e falta o essencial”

Empresário bem sucedido, dono da rede de lojas Riachuelo, uma das maiores do Brasil, o pré-candidato à presidência da República Flávio Rocha (PRB) esteve em Feira de Santana. Em um encontro conturbado com empresários, já que sua palestra não passou de 15 minutos, falou sobre direita e esquerda e “nós contra eles”. Antes da palestra, em entrevista coletiva à imprensa, disse que o momento é de parceria dos que produzem, geram riquezas e empregos e que pagam a conta desta gigantesca farra estatal. Ele entende que próxima eleição, que é a mais importante da história do Brasil, pelo menos no período pós-democratização, é um conflito avesso a todos esses conflitos artificiais que foram gerados e que uma pequena elite da aristocracia burocrática puxa a carruagem que está em cima. Ou seja, “os conflitos do que produzem e os que parasitam na máquina estatal”.

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Enviado por Jair Onofre - 02.04.2012 10:54h
Por Carlos Chagas

AS MAIORES MENTIRAS NACIONAIS

 
Foto: Jornalista Carlos Chagas

Foto: Jornalista Carlos Chagas

 De passagem por   Brasília  o ministro aposentado   do Superior Tribunal Militar, Flávio Flores da Cunha Bierrenbackutilizou as horas de ócio jurídico para desenvolver  uma prática que, salvo engano, anda cada vez mais rara na capital federal: pensar. Como simples cidadão, meditar sobre os rumos do país neste  início de Século XXI.
                                               Ex-deputado pelo velho MDB de São Paulo,  ele  foi flagrado um dia desses elaborando a lista das  maiores mentiras que circulam como verdades absolutas em todo o território nacionalNão foi possível conhecer todasprimeiro pela cautela de Bierremback em tornar públicos pensamento íntimos. Depoisporque  a relação parece infinita, valendo  analisar mais a fundo alguns aspectos da arte de enganar a sociedade, praticada pelas elites.
                                               A primeira mentira é chocante. Sustenta que "a Previdência Social está falida". Não é verdaderabisca o ministro em seus alfarrábios. Os recursos da Previdência Social, se não fossem  historicamente desviados para outras atividadesdariam para atender com folga e até com reajustes anuais maiores os pensionistas e aposentados. Não seria necessário obrigar os funcionários públicos que se aposentarem de agora em diante ficarão nivelados pelas  vergonhosas  cifras do INSSBasta atentar para o que anunciaramquando ministros, Waldir Pires, no governo Sarney, e Antônio Brito, no governo Itamar Franco. Nada  mudou, apesar de quequando assumiu, Fernando Henrique Cardoso dedicou-se a espalhar a falência imediata, certamente vítima da febre privatizanteque jamais deixou de cobiçar a Previdência Social pública. Agora, é o ministro do governo Dilma, Garibaldi Alves, que repete a cantilena da vigarice, ao estimular a previdência privada para engordar o lucro dos bancos.
                                               Outra mentira imposta ao Brasil  como verdade, conforme Bierremback, é de que "estamos inseridos no  mundo globalizado".  Para começar, globalizado o planeta   não estámas apenas  sua parte abastada. O fosso entre ricos e pobres aumenta a cada dia, bastando lançar os olhos sobre a África, boa parte da Ásia e a América Latina.  O número de miseráveis se multiplica, sendo que os valores da civilização e da cultura são cada vez mais  negados à maioria. Poder falar em telefone celular constitui um avanço, mas se é para receber eletronicamente informações de que não vagas, qual a vantagem? Os países  ricos entraram em colapso, mas que solução apresentam? Explorar os países em desenvolvimento enchendo-nos de euros e de dólares que não queremos e nem precisamos, para entrarem de manhã e saírem à noite lucrando com os juros mais altos do planeta, sem haver criado um emprego nem forjado um parafuso.
                                               Como consequência, outra mentira olímpica surge quando se diz "que o neoliberalismo é irreversível". Pode ser para as elites, sempre ocupando maiores espaços no universo das relações individuais, às custas  da continuada supressão de direitos sociais e trabalhistas. Se  neoliberalismo significa o direito de exploração do semelhante, será uma verdademas imaginar que a Humanidade possa seguir indefinidamente nessa linha é bobagemNa primeira curva do caminho acontecerá a surpresa. Ou melhor, apareceu, com a indignação das massas trabalhadorasna Europa, diante da redução de salários e de direitos sociais.
                                               Na mesma sequência, outra mentira, para  o antigo  vice-presidente do STM: "o  socialismo morreu". Absolutamente.   Poderá ter saído pelo ralo o socialismo ditatorialpor décadas liderado pela ex-União Soviéticamas o socialismo real, aquele que busca dar aos cidadãos condições de vida digna, a cada um segundo sua necessidade, tanto quanto segundo a sua capacidade. O que não pode persistir, e contra isso o socialismo se insurge, é a concentração sempre maior de riqueza nas mãos de uns poucos. Não pode dar certo.
                                               Nova mentira: "o Estado tem que ser mínimo, deve afastar-se das relações sociais e econômicas". Para que? Para   servir   às elites? Especialmente em países como o Brasil, o poder público precisa  prevalecer sobre os interesses individuais e de grupos. Existe  para atender às  necessidades da população que o constituiatravés da via democrática. Deve contrariar privilégios e estancar benesses para os  mais favorecidos, atendendo as massas.
                                               No que deu para perceber, até aqui, ainda incompleta,  a lista de  Flávio Flores da Cunha  Bierremback ultrapassará quantas  ele se proponha  elaborar, sobre as mentiras que nos atingemMas não faltará   uma que, felizmente, dissolveu-se através de um plebiscito nacional, tempos atrás: "de que a proibição da venda, comercialização e posse  de armas faria a criminalidade decair".  Ora, se ao cidadão comum fosse negado o direito de se defender, na cidade e no campo, estaria a sociedade brasileira ainda mais  à mercê da bandidagem. Seria a felicidade do  ladrão, sabendo que não armas na casa que vai assaltar.
                                               Vamos aguardar outra oportunidade para completar a relação do ex-deputado e ex-ministroTomara que ele conclua  o elenco das maiores  mentiras que nos assolam.
 

 
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