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Entrevista: Empresário Flávio Rocha
“O Estado gasta com privilégios e falta o essencial”

Empresário bem sucedido, dono da rede de lojas Riachuelo, uma das maiores do Brasil, o pré-candidato à presidência da República Flávio Rocha (PRB) esteve em Feira de Santana. Em um encontro conturbado com empresários, já que sua palestra não passou de 15 minutos, falou sobre direita e esquerda e “nós contra eles”. Antes da palestra, em entrevista coletiva à imprensa, disse que o momento é de parceria dos que produzem, geram riquezas e empregos e que pagam a conta desta gigantesca farra estatal. Ele entende que próxima eleição, que é a mais importante da história do Brasil, pelo menos no período pós-democratização, é um conflito avesso a todos esses conflitos artificiais que foram gerados e que uma pequena elite da aristocracia burocrática puxa a carruagem que está em cima. Ou seja, “os conflitos do que produzem e os que parasitam na máquina estatal”.

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Enviado por Jair Onofre - 23.05.2018 15:54h
Empresário Flávio Rocha

'O Estado gasta com privilégios e falta o essencial'

 
Flávio Rocha

Flávio Rocha

Empresário bem sucedido, dono da rede de lojas Riachuelo, uma das maiores do Brasil, o pré-candidato à presidência da República Flávio Rocha (PRB) esteve em Feira de Santana. Em um encontro conturbado com empresários, já que sua palestra não passou de 15 minutos, falou sobre direita e esquerda e “nós contra eles”.

Antes da palestra, em entrevista coletiva à imprensa, disse que o momento é de parceria dos que produzem, geram riquezas e empregos e que pagam a conta desta gigantesca farra estatal. Ele entende que próxima eleição, que é a mais importante da história do Brasil, pelo menos no período pós-democratização, é um conflito avesso a todos esses conflitos artificiais que foram gerados e que uma pequena elite da aristocracia burocrática puxa a carruagem que está em cima. Ou seja, “os conflitos do que produzem e os que parasitam na máquina estatal”.

Qual é a abordagem do senhor sobre o momento jovem empreendedor?

O meu sonho é transformar, fazer com que o sonho brasileiro volte a ser empreender. O Brasil é um país empreendedor, nós empreendemos mais do que a pátria do empreendedorismo, os Estados Unidos. Aqui, em cada oito jovens que se lançam ao mercado de trabalho um empreende. Essas sementes do empreendedorismo são lançadas em terras estéreis, que é um ambiente de negócios hostil, uma burocracia tóxica, um cerco asfixiante. É difícil empreender no Brasil. Tem que arar essa terra, adubar, para que todas as sementes do talento, do empreendedorismo, possam virar árvores frondosas, grandes empresas, grandes histórias de sucesso. É isso que gera inclusão, prosperidade, conquistas sociais. O meu compromisso central é emprego, quando você resolve emprego, resolve todos os outros problemas: moradia, saúde, educação, segurança. Esse é o nosso foco. Aqui no Brasil não é só criar emprego, como em outros países, é impedir que destruam. Transformar o Brasil mais uma vez em um país receptivo ao empreendedorismo é a nossa missão.

O senhor já foi deputado federal por dois mandatos. O que pretende fazer para mudar a política?

Nós pretendemos fazer com que o Brasil seja receptivo ao empreendedorismo, ao ambiente de negócio. Nós vamos destravar o Brasil. O Brasil é um carro de alta potência de freio de mão puxado, gerar empregos significa sinalizar que voltou a ser um país que recebe bem o investimento descomplicado, sem essa mentalidade hostil que está enraizada em todas as áreas da vida e da burocracia brasileira. O meu estado, por exemplo, era um polo turístico fantástico, uma idealização, uma bandeira importante, mas ameaçou seriamente o meio ambiente. Sob o pretexto de defender o trabalhador se destoem empregos maciçamente. O Brasil produz, mas ações trabalhistas do que todo o resto do mundo. Acho que nos anos 80 existia um ministro da desburocratização, hoje esta cruzada contra o destruidor de empregos, contra esta incrível e asfixiante burocracia, tem que ter uma cruzada nacional para que a gente possa efetivamente gerar empregos.

Seria essa então a sua bandeira, a geração de empregos?

A nossa bandeira é um binômio dos valores que estão sendo ameaçados, emprego e família, porque a felicidade é a soma de trabalhar de manhã e a alegria de voltar para casa à noite. Eu estava no melhor momento de vida empresarial, 70 anos de história de empresa, o melhor ano, mas me sentia angustiado, porque vi que nas eleições mais importantes o povo brasileiro optar por dois extremos, que nos leva aos piores os momentos da nossa grande história. A ditadura militar lembra o que é abrir mão do valor do supremo da democracia e o outro extremo que remete ao passado recente, que gerou mais de 14 milhões de desempregados, em uma das mais graves recessões da história. Nós queremos construir uma alternativa, não queremos abrir mão da verdade política, democracia no valor fundamental e nem da liberdade econômica dos os países prósperos, livres. Queremos deixar o Brasil naqueles padrões dos países livres, que prosperam, que incluem, que não pode abrir liberdade, porque não existe verdade política sem liberdade econômica. Com este intuito estamos construindo este grande projeto para promover o encontro com o Brasil com a prosperidade, com a geração de empregos e a inclusão.

O senhor é filiado ao PRB, partido que tem forte influência da Igreja Universal, e imprensa tem colocado o seu nome como de centro, como se identifica?

Eu sou um nome de centro direita, mas rejeito esta nomenclatura, há muitas interpretações erradas. Nós vivemos um período do protagonismo do Estado, que está se metendo em tudo, regulando tudo, isso não dá certo,. Desde 100 anos atrás esse regime conhecido como Socialismo foi testado, em 1917, gerou 70 fracassos, 70 piores ditaduras, maiores misérias, como o caso recente da vizinha Venezuela. Direita significa o protagonismo do talento individual e da livre iniciativa, mas pretendo representar um ponto a esta esquerda sobre as questões dos valores que estão sendo atacados, o fracasso das ideias econômicas da esquerda. O primeiro alvo do ataque é a família, depois a justiça e a polícia, que está sendo frontalmente atacada, chegando a 300% de aumento de criminalidade. Eu pretendo representar muita gente, defendendo as ideias liberais ou de direita na economia, porque não basta falar da deficiência do Estado, de privatizações, onde não tem educação, justiça e polícia.

Combater o desemprego, gerar emprego. Há uma forma concreta de fazer isso?

Gerar emprego significa destravar a economia. O investidor está sendo afugentado, o Brasil está em 153º entre os países em investimento, ao lado da Venezuela, Cuba e Coreia do Norte. Com quatro reformas vamos colocar o Brasil entre 30 países mais hospitaleiros de investimento. Não é governo que gera emprego. Os governos, com a sua burocracia tóxica, destroem emprego. Queremos libertar, tornar a economia mais livre e que gerar empregos.

Na última pesquisa feita pelo Instituto Paraná o seu nome aparece com 1% na intenção de voto. Como o senhor avalia isso?

Com otimismo. Eu fui o último a chegar, sou um desconhecido por 95% do eleitorado, portanto dos 5% que já sabem da nossa existência, dá praticamente 20% já nos honrando com a sua intenção de voto se confronta com políticos antigos por serem conhecidos pelos 100% dos eleitores. Uma certeza eu tenho, nesse período de campanha estamos com uma agenda que nenhum outro candidato tem, o apoio da mídia e vamos chegar ao fim da campanha conhecido por 100% do eleitorado. Se nós mantivermos uma proporção de 20% de apoio dos que nos conhecem, já nos colocamos no segundo turno.

1% representa quantos eleitores?

Em torno de um milhão de eleitores, mas obtidos em cinco milhões de eleitores, ou seja, 20%. Como 100% dos eleitores vão saber da nossa existência, se nós tivermos a mesma taxa de adesão, serão 20 milhões de eleitores que confiam em nosso projeto no segundo turno.

Qual a estratégia da campanha?

Pé na estrada. Sairemos daqui de Feira de Santana, Salvador, Campina Grande, João Pessoa, Natal, Mossoró, uma agenda intensa, com vistas a levar as nossas propostas que nos anima e nos energiza, o fantástico apoio, mais este vazio inexplicável que existia na política.

E quais as principais propostas que se refere?

Livre mercado e democracia, geração de emprego e valorização da célula base de tudo, que é a família.

Com a prisão do ex-presidente Lula o senhor acredita que a eleição deste ano será mais equilibrada?

Acho que abre espaço, a porta para um nordestino e somente o nordestino traz solução empreendedorismo, autoestima, emprego, dignidade, a saída do assistencialismo.

Como o senhor acha que o comércio forte de Feira de Santana pode influenciar cidades de pequeno e médio portes?

Isso beneficia claramente Feira de Santana, uma cidade comercial polo, onde o varejo é o setor que mais emprega. No Brasil sete milhões de empregos são gerados no varejo, mas mesmo assim travados pela legislação que é nociva ruim. Os Estados Unidos tem seis vezes mais empregos no varejo, porque tem uma legislação adequada. O varejo precisa ter flexibilidade. Nós temos uma lei trabalhista feita na época industrial de Getúlio Vargas, que travava a atividade econômica, isso é incompatível com o varejo, que tem condições de gerar muito mais empregos. Uma cidade como Feira de Santana se beneficiará muito desse destravamento.

Não posso deixar de perguntar para o senhor duas questões que envolvem o Estado: A dívida pública, que passa de um trilhão e pode chegar a 80% do PIB, e o déficit público, que pode chegar a R$ 150 bilhões todo ano. O que o senhor pensa sobre isso?

Tem Estado demais onde não tem que existir, falta Estado onde tem que estar. Temos empresas e bancos enormes, um potencial de geração de R$ 700 bilhões de recursos de privatização. Um exemplo, temos viaturas policiais, não podem sair porque não temos dinheiro para encher o tanque de gasolina e aposentados funcionários públicos recebendo contra cheque de R$ 1 milhão. Então é um Estado que gasta com privilégios e falta o essencial. 

 
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