Bahia na Política por Jair Onofre
 

 
 
 

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Entrevista: Empresário Flávio Rocha
“O Estado gasta com privilégios e falta o essencial”

Empresário bem sucedido, dono da rede de lojas Riachuelo, uma das maiores do Brasil, o pré-candidato à presidência da República Flávio Rocha (PRB) esteve em Feira de Santana. Em um encontro conturbado com empresários, já que sua palestra não passou de 15 minutos, falou sobre direita e esquerda e “nós contra eles”. Antes da palestra, em entrevista coletiva à imprensa, disse que o momento é de parceria dos que produzem, geram riquezas e empregos e que pagam a conta desta gigantesca farra estatal. Ele entende que próxima eleição, que é a mais importante da história do Brasil, pelo menos no período pós-democratização, é um conflito avesso a todos esses conflitos artificiais que foram gerados e que uma pequena elite da aristocracia burocrática puxa a carruagem que está em cima. Ou seja, “os conflitos do que produzem e os que parasitam na máquina estatal”.

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Enviado por Jair Onofre - 10.07.2018 11:11h
ENTREVISTA: Senador Otto Alencar

“Se extinguir metade dos órgãos de Brasília não vai fazer falta a ninguém”

 
Senador Otto Alencar - Brasília

Senador Otto Alencar - Brasília

Manhã de clima bom, em um condomínio fechado, o senador Otto Alencar (PSD), que também é presidente estadual do PSD, entre o primeiro e o segundo tempo do jogo Brasil e Sérvia, concedeu uma entrevista ao site Bahia na Política. Falou sobre assuntos ainda em evidência e fatos que ficarão registrados no tempo. Otto Alencar já foi deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), vice-governador, governador e agora senador da República.

Senador o senhor pode fazer uma avaliação geral da situação que vive o país nesse momento?
O momento é conturbado. Desde que se instalou no Brasil a Operação Lava Jato, vários processos que estavam embaixo do tapete foram levantados, o que resultou na prisão de senador, deputado federal, ministro, ex-ministro e de alguma forma desses últimos anos para cá, e isso começou no fim do ano de 2014 e maio de 2015, o Brasil está quase passando a limpo, do ponto de vista das falhas morais dos seus principais dirigentes, da elite política. E chegamos agora nas eleições com uma indefinição muito grande de quem será aquele brasileiro que está capacitado e treinado para tirar o Brasil da crise, porque a crise não se acaba quando Temer deixar o governo, ela se amplia quando Temer deixar o governo e vai deixar com uma situação muito ruim, com o déficit fiscal altíssimo, agora neste ano a previsão é em torno de R$140 bilhões e, consequentemente, aquele que assumir vai ter que ajustar as finanças do país, fazer uma lei de reordenamento administrativo grande e profunda.

 

O que poderia ser feito para esse reordenamento, como sair da crise?

Lá em Brasília, pelo conhecimento que eu tenho, se extinguir a metade das fundações e das autarquias, parte dos ministérios e das agências que são inoperantes será uma economia muito grande. E nenhum desses órgãos extintos vai fazer falta ao brasileiro, nem nas áreas urbanas e nem nas áreas rurais, isso tem que ser feito com coragem e determinação como o governador Rui Costa fez aqui na Bahia. O governador extinguiu quase 3 mil cargos de confiança quando assumiu em 2015 e, além disso, extinguiu secretarias, órgãos que não tinha mais razão de existir e custavam muito caro para o estado. Eu vejo uma situação bem complicada bem difícil, o candidato que o povo quer votar está preso no cárcere, agora dia 26 a turma do Supremo vai avaliar se ele ficará preso ou não isso causa uma queda muito grande da esperança do povo brasileiro de ter alguém que possa resolver a situação em que o Brasil se encontra.

Quando o senhor chegou ao Senado Federal levantou a bandeira em relação ao Rio São Francisco, como é que está essa movimentação?

Eu fiz o que eu pude. Eu fui logo ser presidente da Comissão do Meio Ambiente, aprovei no primeiro ano, em 2016, R$ 600 milhões para revitalização, foi aplicado 10% disso, o governo não aplicou e ainda era Dilma, depois coloquei mais R$ 300 milhões, Temer não aprovou um real e a situação do rio quem está cuidando na verdade hoje são as empresas, pessoas que vivem do rio. Eu fiz um projeto chamado “Reviver o Velho Chico”, fizemos algumas ações de revitalizações de nascentes do Rio São Francisco e também procurando e mostrando a gravidade da situação. O rio está com um assoreamento muito grande. Nós estivemos agora no Alto do São Francisco, em Minas Gerais, e encontramos uma precipitação pluviométrica mais de 1.300 milímetros e Barragem do Sobradinho só está com 30% do volume útil, ou seja, a água não está chegando à barragem. A comparação que eu faço bem clara é como você pegar o seu coração para ser uma barragem, as artérias que vão para o coração estão obstruídas e não adianta fazer transfusão de sangue para o paciente porque não vai chegar no coração. Chove, mas os canais que levam a água estão obstruídos, a água se espalha e faz o assoreamento.

Diante de uma situação tão grave, o que ainda é possível fazer?

É de uma gravidade tão grande que eu diria que tem duas condições para a povo do Nordeste beber água: Revitalizar o Rio São Francisco, e para isso tem que investir no mínimo R$ 1,5 milhão ao ano, replantar as matas auxiliares, conter a erosão, e diminuir toda a curva da área do rio que faz a contenção de água de barro. Se não fizer isso pra o rio reviver, recuperar e voltar ao rio que era no passado só vai ter um caminho: Retirar a água do mar da Paraíba, do agreste do Pernambuco, do Rio Grande do Norte, do Ceará, como Israel fez. Nós tivemos uma audiência Pública, com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia de Israel. Toda água que o povo israelense bebe vem do mar, com os seus gigantes dessalinizadores. Só este caminho para o Nordeste.

O senhor hoje o maior líder do PSD da Bahia, como se fosse um Ilha para o PSD nacional. Qual a força real do partido?

A força real do partido é a força do povo, que acredita em nossos projetos. Eu não sou o partido sozinho, são 5 deputados federais, inclusive Fernando Torres, 9 deputados estaduais, 90 prefeitos e 600 vereadores mais ou menos isso, ex-prefeitos, lideranças que acompanham o PSD. O partido cresceu muito pela militância, pelo trabalho nosso para chegar a este nível e realmente aqui na Bahia o presidente nacional Kassab me dá toda autonomia para caminhar na aliança com o governador Rui Costa, o ex-governador Wagner, o Partido Progressista, o Partido da República e o PCdoB, que teve um curto circuito com o PSD, mas está sendo contornado. Isso acontece na política normalmente e encaro com muita naturalidade. O PSD a nível nacional tem um pré-candidato, mas está tendo dificuldade com aliança. Afif Domingos pretende ser candidato, mas o presidente nacional está acenando na direção de Geraldo Alckmin, que na minha opinião, com essas últimas denúncias não vai chegar a lugar nenhum, até porque o discurso dele é muito conservador, muito à direita e ninguém pode governar o nosso país, com tantas diferenças de classes sociais, sem um projeto de centro social , que possa segurar e conter a finanças, mas também pode trabalhar fortemente na segurança pública na saúde e na educação.

Como está a sua relação internamente com o partido, tendo um irmão candidato a deputado estadual e um filho candidato federal?

Não tem problema, porque respeito às áreas todas, não vai invadir nenhum reduto de absolutamente ninguém. Meu filho é candidato a federal nós tivemos a saída do deputado Zé Carlos Araújo e a maioria desses votos vai ser direcionada para ele, eu tive aqui (em Feira de Santana) o apoio do Fernando (Torres), que eu valorizo muito. Fernando passou a ser um amigo irmão nosso, por ter um comportamento praticamente alinhado, ele é muito incisivo, muito franco, aberto como eu sou, não haverá nenhum problema. Nós temos na Bahia hoje 10 milhões de eleitores, um deputado federal se elege com 80 mil votos, tem voto para todo mundo. O cara tem que ir buscar o voto onde ele mora

Qual a sua expectativa para as eleições de 2018, com a aliança com o PT que já vem há oito anos?

A expectativa é boa, já estamos fazendo pesquisa qualitativa e quantitativa há muito tempo. A última que tivemos teve uma frente boa para ganhar aquele que seria o candidato que iríamos enfrentar - ACM Neto, o prefeito de Salvador - que desistiu da candidatura. Rui (Costa) já estava ganhando em Salvador e temos todas as condições para vencer e vencer bem, as eleições com a força do povo e com a graça de Deus.

Qual é o projeto do PSD para Feira de Santana para 2020?

O projeto 2020 está aqui comigo, Fernando Torres ser candidato a prefeito de Feira de Santana. Ele não se candidatou em 2016, se preparou, está preparado, tem visão daqui da cidade, tem espírito público e tem condições perfeitas para encarar uma candidatura para prefeito, fazendo alianças buscando unificar, pacificar a vida política de Feira. Ele nos ajudou muito na SEDUR, depois não queria ser candidato, o coração dele está ligado ao povo de Feira de Santana.

Targino Machado também está nessa luta do seu filho para deputado federal. Pode ser um aliado para 2020?

Sim, pode fazer esta aliança com ele, aliança com Targino é pontual, tem seus votos aqui, é médico, uma presença muito forte e esta aliança pode prosperar e no futuro vir em Feira de Santana com uma condição bem favorável. Acho que todas as diferenças serão levadas em conta e serão resolvidas com diálogo, entendimento e este pensamento que sempre tive de respeitar os adversários, mas acima de tudo, firmeza, coragem para quando estiver em jogo o interesse do povo. A vida da política é isso aí, não transformar os interesses coletivos em interesses pessoais.    

 
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