Bahia na Política por Jair Onofre
 

 
 
 

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Parcial
 
 

Entrevista: Empresário Flávio Rocha
“O Estado gasta com privilégios e falta o essencial”

Empresário bem sucedido, dono da rede de lojas Riachuelo, uma das maiores do Brasil, o pré-candidato à presidência da República Flávio Rocha (PRB) esteve em Feira de Santana. Em um encontro conturbado com empresários, já que sua palestra não passou de 15 minutos, falou sobre direita e esquerda e “nós contra eles”. Antes da palestra, em entrevista coletiva à imprensa, disse que o momento é de parceria dos que produzem, geram riquezas e empregos e que pagam a conta desta gigantesca farra estatal. Ele entende que próxima eleição, que é a mais importante da história do Brasil, pelo menos no período pós-democratização, é um conflito avesso a todos esses conflitos artificiais que foram gerados e que uma pequena elite da aristocracia burocrática puxa a carruagem que está em cima. Ou seja, “os conflitos do que produzem e os que parasitam na máquina estatal”.

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Enviado por Jair Onofre - 16.08.2012 11:59h
Economia

O domínio do capital financeiro

 

 

Hosannah Leite (*)

 

Costuma-se dividir a história do capitalismo em três fases: Comercial, Industrial e Financeira. A primeira, a partir do século XV até o XVIII. A Industrial a partir da Revolução na Inglaterra (sec. XVIII), levando ao surgimento do núcleo central multiplicador da produção e da extração da mais valia dos trabalhadores. A terceira e atual fase é a do domínio do capital financeiro (fins do séc. XIX e XX), onde os recursos paralelos ao processo produtivo financiam e alavancam a acumulação do capital a patamares nunca antes verificados. Sobre esta etapa é que faremos algumas considerações.

A dinâmica da acumulação do capital leva ao surgimento de grandes conglomerados monopolistas e oligopolistas e, concomitantemente, à interligação do capital industrial e do capital bancário, levando este último ao predomínio no sistema capitalista mundial.

Com a expansão das grandes empresas para além fronteiras, a mundialização das relações capitalistas é denominada globalização, que vivenciamos presentemente sob a égide das políticas neoliberais, onde o individualismo predomina sobre os interesses sociais e coletivos. É o novo estágio em que a mais valia é extraída intensamente num país e realizada em mercados internacionais.

Agora a área financeira sobrepõe-se à produção, num processo de dominação e exploração dos recursos de toda a sociedade mundial, especialmente na atualidade, em que a comunicação interligou o mundo a um “click”.

Todos nós, ligados ou não à área produtiva ou de serviços, estamos submissos ao capital financeiro, através do uso dos mecanismos tecnológicos, onde cada cidadão paga para um banco guardar seu dinheiro e, ainda, somos colocados como seus serviçais onde, dificilmente, estabelecemos contatos com os seus trabalhadores, sendo  induzidos ou orientados ao acesso digital ou caixas eletrônicos.

Este mercado mundial “financeirizado” transformou-se num aidético sistema de exploração que suga toda a sociedade e a subordina às políticas neoliberais que enfraquecem, propositadamente, o Estado e o coloca a seu serviço, sem quaisquer regulamentações, na ânsia despudorada do lucro.

Cada dia mais vivenciamos notícias da “especulação” de Bolsas de Valores, do “nervosismo” dos mercados, das “quebras” dos grandes bancos e do chamamento ao Estado para a “salvação” dos interesses do capital financeiro, o que é atendido. Vejam-se os EUA, Grécia, Espanha, Portugal, Itália e outros, onde o capitalismo vive uma turbulência inusitada e o povo num sofrimento e desamparo grandiosos, recorrendo às ruas clamando por medidas capazes de minorar suas agruras.

Entretanto, trilhões de dólares são direcionados, em todo o mundo, aos banqueiros e grandes conglomerados capitalistas, oriundos dos recursos públicos ou lastreados por estes - logo, de todo o povo -, para salvar aqueles que sempre se apropriaram do suor e labor dos trabalhadores. Agora o Estado pode intervir na economia! Enquanto isso, o desemprego, a redução de salários dos trabalhadores e aposentados, a fome e a miséria rondam os lares dos trabalhadores no mundo do capital. Nesta última situação é preciso o distanciamento do Estado!

E, aqui no Brasil, o que ocorre com os bancos? Num “céu de brigadeiro” suas lucratividades não têm limites. Em 2011 os lucros líquidos dos bancos foram: Itaú R$ 14,6 bilhões; Brasil R$ 12,1 bilhões; Bradesco R$ 11 bilhões; Santander R$ 7,8 bilhões, etc. para ilustrar, o Santander obteve, no Brasil, a metade do seu lucro líquido em todo o mundo, com toda a “crise” em que estão envolvidos.

Enquanto isso o setor produtivo fica submisso ao capital financeiro e especulativo, que drena e absorve seus recursos, numa sangria desmesurada. Até quando esta situação perdurará?

E, mais uma vez os bancários, em quantidade cada vez mais decrescente, vão iniciar uma nova jornada visando melhorias salariais, neste mês de agosto. E ouviremos, novamente, os “choros” dos banqueiros e da FEBRABAN alegando dificuldades em atender as reivindicações dos trabalhadores.

E que dificuldades, em?! É a história conhecida a se repetir. Será a reprise de antigo filme!

 

 (*) Hosannah Leite é economista, professor universitário e homem público.

 

 
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