Bahia na Política por Jair Onofre
 

 
 
 

O Brasil deve receber ajuda internacional para o combate a incêndio na região amazônica?



Parcial
 
 

Entrevista: Empresário Flávio Rocha
“O Estado gasta com privilégios e falta o essencial”

Empresário bem sucedido, dono da rede de lojas Riachuelo, uma das maiores do Brasil, o pré-candidato à presidência da República Flávio Rocha (PRB) esteve em Feira de Santana. Em um encontro conturbado com empresários, já que sua palestra não passou de 15 minutos, falou sobre direita e esquerda e “nós contra eles”. Antes da palestra, em entrevista coletiva à imprensa, disse que o momento é de parceria dos que produzem, geram riquezas e empregos e que pagam a conta desta gigantesca farra estatal. Ele entende que próxima eleição, que é a mais importante da história do Brasil, pelo menos no período pós-democratização, é um conflito avesso a todos esses conflitos artificiais que foram gerados e que uma pequena elite da aristocracia burocrática puxa a carruagem que está em cima. Ou seja, “os conflitos do que produzem e os que parasitam na máquina estatal”.

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Enviado por Jair Onofre - 29.08.2012 12:00h
Economia

OS REFLEXOS SOCIAIS DAS ATITUDES ECONÔMICAS

 
Hosannah Leite

Hosannah Leite

 

Hosannah Leite*

É de grande importância, e de extrema necessidade, que os gestores públicos, em todas as esferas federativas, busquem acautelamentos e barreiras no sentido da preservação da nossa economia, diante do quadro da profunda e extensa crise do capitalismo mundial, iniciada nos EEUU em 2008 e que se alastrou por todo o mundo, especialmente para a União Européia, com perspectivas de aprofundamento e dias nebulosos para o futuro do mundo.

A aplicação desenfreada de medidas lastreadas no neoliberalismo, com base no Consenso de Washington, desencadeou um processo acelerado de empobrecimento mundial dos segmentos mais necessitados da população, possibilitando, mais uma vez, a concentração de rendas nas mãos dos grandes monopólios e oligopólios que, sem pátria e sem coração, exaurem as riquezas nacionais e os trabalhadores, sem limites de fronteiras geográficas, canalizando seus elevados lucros para o enriquecimento de poucos em detrimento da imensa maioria dos povos.

Aquecer-se o mercado interno, no sentido de proteger a economia brasileira, é uma medida que é respaldada por todos que se preocupam com a minimização dos efeitos da crise econômica internacional. As atitudes adotadas pelo governo federal tentam estimular a economia e resguardá-la dos efeitos perversos do sistema capitalista e de suas cíclicas crises.

Entretanto, os estímulos dados a determinados segmentos da economia causam efeitos colaterais cujas projeções para o futuro são extremamentes danosas - que afloram presentemente. É o caso das concessões fiscais à indústria automobilista que, visando a preservação e criação de empregos no momento presente, estimulam as vendas na atualidade com o comprometimento das rendas futuras da população.

Se por um lado se busca a blindagem econômica diante da crise, por outro, nós criamos um monstro maior ao salvaguardar - e estimular - os interesses monopolistas. É a questão vivencial urbana e o caos que se gera nos grandes centros citadinos. Hoje, em quaisquer cidades de médio e grande portes, vive-se um “inferno dantesco” ao se transitar nas vias públicas, com engarrafamentos caóticos, que trazem profundos efeitos psicológicos sobre o cidadão e grandes prejuízos econômicos com o tempo e recursos desperdiçados.

Acresça-se a questão ecológica, onde o ambiente humano é degradado com a poluição do CO2, com a intensificação do estresse humano, onde as patologias físicas e mentais abatem-se sobre toda a população, com os seus reflexos familiares e no convívio social.

E a questão urbana, o que fazer? Como alargar as vias públicas para a recepção do grande afluxo de veículos de transporte individual? O espaço físico urbano está estabelecido e foi construído para uma determinada demanda de veículos que, presentemente, não mais suporta. Basta se analisar o trânsito das grandes metrópoles e fotografarmos o nosso futuro.

O estímulo ao transporte individual responde aos nossos desejos personalistas. É do ego humano o desejo dos prazeres pessoais. Contudo, os interesses coletivos, e dentro deles os individuais, devem ser estimulados e defendidos pelos órgãos e dirigentes públicos.

A sociedade, em toda a sua complexidade, ressentir-se-á no futuro das medidas hoje adotadas. Estas são decisões corretas ao se  estimular a locomoção individual?

Veículos leves e de passeio, de grande ou pequena potência, motocicletas das mais variadas capacidades de motores, afastam os indivíduos que se locomovem em bicicletas ou de pés, dos espaços centrais urbanos e criam-lhes todas as dificuldades de convivência com o trânsito tresloucado e irresponsável, onde acidentes entre veículos e com os cidadãos ocorrem em número crescente, ceifando vidas e onerando os cofres públicos.

Se por um lado estimulamos a economia na direção dos interesses dos monopólios e sua rede de distribuição e manutenção de veículos, alimentando um perverso quadro urbano, por outro  construímos um mundo onde cada vez mais nos distanciamos da natureza e nos aprofundamos nos charcos da complexidade da vida urbana, ao estimularmos o individualismo no transporte em detrimento do coletivo.

O poder público, com os recursos de todo o povo, deve responder aos efeitos danosos provocados por um modelo absolutamente perverso que gera satisfação – e lucros – a uns poucos e causa profundos males físico-biológicos a todos, e que desencadeia uma forma de viver perversa para a grande maioria do povo.

É papel, e responsabilidade, dos governantes defenderem os interesses presentes e futuros de todo um povo. E isto não está a ocorrer! Não haveria outro modelo estimulador da economia em que se resguardassem as questões ecológicas, sociais e biológicas? Existe, sim!

Até quando os interesses individuais prevalecerão sobre os coletivos?

 

*Economista, Professor Universitário e Homem Público.

 
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Comentários:

 
José Aristodemo escreveu:
Publicado recentemente na VEJA, dizem os acadêmicos: "Não há, no momento, uma crise internacional generalizada. Alguns de nossos pares na América Latina, uma região bastante sensível a turbulências na economia mundial, estão em franca expansão econômica. Projeta-se, por exemplo, que a Colômbia cresça 4,8% em 2014, com inflação de 2,8%. Já a economia peruana deve crescer 3,6%, com inflação de 3,2%. O México deve crescer 2,4%, com inflação de 3,9%. No Brasil, teremos crescimento próximo de zero com a inflação próxima de 6,5%. Entre as 38 economias com estatísticas de crescimento do PIB disponíveis no sítio da OCDE, apenas Brasil, Argentina, Islândia e Itália encontram-se em recessão. Como todos os países fazem parte da mesma economia global, não pode haver crise internacional generalizada apenas para alguns. É emblemático que, dentre os países da América do Sul, apenas Argentina e Venezuela devem crescer menos que o Brasil em 2014."
 
 

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