Bahia na Política por Jair Onofre
 

 
 
 

O Brasil deve receber ajuda internacional para o combate a incêndio na região amazônica?



Parcial
 
 

Entrevista: Empresário Flávio Rocha
“O Estado gasta com privilégios e falta o essencial”

Empresário bem sucedido, dono da rede de lojas Riachuelo, uma das maiores do Brasil, o pré-candidato à presidência da República Flávio Rocha (PRB) esteve em Feira de Santana. Em um encontro conturbado com empresários, já que sua palestra não passou de 15 minutos, falou sobre direita e esquerda e “nós contra eles”. Antes da palestra, em entrevista coletiva à imprensa, disse que o momento é de parceria dos que produzem, geram riquezas e empregos e que pagam a conta desta gigantesca farra estatal. Ele entende que próxima eleição, que é a mais importante da história do Brasil, pelo menos no período pós-democratização, é um conflito avesso a todos esses conflitos artificiais que foram gerados e que uma pequena elite da aristocracia burocrática puxa a carruagem que está em cima. Ou seja, “os conflitos do que produzem e os que parasitam na máquina estatal”.

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Enviado por Jair Onofre - 22.09.2012 08:25h
Hosannah Leite*

A ECONOMIA, A POLÍTICA, A GUERRA E A “BARBA DE MOLHO”

 
Foto: Colunista Hosannah Leite

Foto: Colunista Hosannah Leite

A história sempre foi marcada por exemplos que trazem entrelaçados os interesses dominadores da política, da guerra e da economia. Se analisarmos os históricos mundos helênico e romano, as civilizações persas e orientais, além do velho mundo europeu, haveremos de constatar que esta realidade rasga os tempos históricos e continua a espraiar-se no presente, onde estão absolutamente entrelaçados os interesses econômicos e as ações políticas e, com elas, as guerras.

O general prussiano Carl von Clausewitz. afirmara que “a guerra é a continuação da política por outros meios”, corroborado por muitos outros pensadores. Se para Marx, a base econômica é quem define a superestrutura da sociedade, e nesta se encontra contida a política, a ideologia e as formas jurídicas do Estado, e que se interagem mutuamente, podemos inferir que a guerra faz parte dessa superestrutura como forma violenta de domínio político.
Mas, quais os interesses que na atualidade levam às constantes ações militares no mundo através dos países capitalistas desenvolvidos, liderados pelos EUA? Seria tão somente o fincar dos seus elementos dominadores políticos e ideológicos? A propagação da Liberdade e da Democracia?
 
No passado, especialmente quando da formação do mundo colonial, a dominação era direta e presencial, exercida pelas grandes potências européias. Hoje assistimos, com o esfacelamento do sistema colonial, um domínio perverso neocolonial que se esconde por traz de concepções ideológicas e políticas que apregoam amplas liberdades e ações globalizantes em todas as esferas de atividades humanas.
 
Ao vivenciarmos as atividades neoliberais, avassaladoramente condutoras do aumento da pobreza e da miséria no mundo, com um discurso de modernidade do Estado, verificamos, concomitantemente, que se estabelece o domínio do poder do capital sobre o poder político das nações, onde grandes corporações multinacionais têm mais poderes que a maioria das nações no mundo e as fronteiras geopolíticas são desrespeitadas sem delongas maiores.
O interesse econômico sobrepõe-se ao político e, assim, estabelece-se a presente política neocolonial. O mundo sente dificuldades de romper com estes novos grilhões dominadores, com o discurso do “moderno” e da “liberdade”. Algumas nações – poucas em todo o mundo - sentem-se como se fossem “xerifes” para gerir o que deve ou não ser bom para a humanidade e, em especial, para eles. 
 
A partir destas posições, alavancam guerras em nome da “liberdade” e da “democracia”, estabelecendo dominações políticas e econômicas, transformando os nativos destes países em “terroristas”, cujo crime é o de defender o sentimento de nacionalidade e de cidadania combatendo os ocupantes estrangeiros.
 
Assim o século XX está recheado de ações belicistas provocadas no interesse econômico, com rotulações “altruísticas” de salvadores da humanidade.  As duas grandes guerras mundiais, as guerras bestiais do Vietnã, Coréia, Seis Dias, Malvinas, Bálcãs, Bósnia, Afeganistão, Iraque, Líbia dentre outras, estão sempre presentes os interesses econômicos e estratégicos políticos, no interesse das grandes nações dominantes do mundo capitalista. E como foi dura e sofredora a luta de libertação dos povos colonizados? Que o digam os povos africanos, asiáticos e latinos!
 
O mundo do capital não pode eximir-se da guerra. Elas movimentam as suas economias e permite aos grandes monopólios a obtenção de altos lucros. Vejam-se as guerras presentes no Iraque e na Líbia trazendo como pano de fundo o petróleo. E, qual é o discurso?!
 
Só a título de exemplos: 
 
a) Os Estados Unidos tem mais de 1,5 milhões de homens em suas hostes militares, com gastos anuais superiores a U$ 400 bilhões (2002) fora os gastos extras das guerras. Analise-se a dinâmica econômica interna e externa que estes recursos provocam;
 
b) Os Estados Unidos produzem 34,8% (2011) das armas utilizadas no mundo, sendo que os seis maiores exportadores de armas controlam 74 % desse mercado;
 
c) Excetuando-se a Alemanha, os demais cinco países fazem parte do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, Inglaterra, China e França). Metade deste macabro mercado, dentre os seis maiores, pertence aos Estados Unidos.  Logo, como eles podem eliminar a prática de guerras sem afetar as suas economias? Para o mundo do capital, guerras são alimentadoras da sua dinâmica econômica. Mesmo assim vivem em permanente crise com profundos reflexos para todo o mundo, espalhando mortes, fome e miséria de forma globalizante.
 
E se fala que o Brasil, com o seu pré-sal, será um dos grandes detentores de reservas petrolíferas mundiais e uma das grandes economias do mundo!!! 
 
Afirma o ditado popular: “quando a barba do vizinho está pegando fogo, ponha a sua de molho”. 
 
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