Bahia na Política por Jair Onofre
 

 
 
 

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Entrevista: Empresário Flávio Rocha
“O Estado gasta com privilégios e falta o essencial”

Empresário bem sucedido, dono da rede de lojas Riachuelo, uma das maiores do Brasil, o pré-candidato à presidência da República Flávio Rocha (PRB) esteve em Feira de Santana. Em um encontro conturbado com empresários, já que sua palestra não passou de 15 minutos, falou sobre direita e esquerda e “nós contra eles”. Antes da palestra, em entrevista coletiva à imprensa, disse que o momento é de parceria dos que produzem, geram riquezas e empregos e que pagam a conta desta gigantesca farra estatal. Ele entende que próxima eleição, que é a mais importante da história do Brasil, pelo menos no período pós-democratização, é um conflito avesso a todos esses conflitos artificiais que foram gerados e que uma pequena elite da aristocracia burocrática puxa a carruagem que está em cima. Ou seja, “os conflitos do que produzem e os que parasitam na máquina estatal”.

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Enviado por Jair Onofre - 26.11.2019 14:30h
Moeda norte-americana

Em dia de novo recorde histórico, dólar segue em forte alta contra real mesmo após BC intervir

 

O dólar seguia em forte alta contra o real nesta terça-feira, mesmo depois de desacelerar os ganhos após o Banco Central anunciar oferta líquida de moeda no mercado à vista logo, na sequência de a cotação ter renovado sucessivamente recordes históricos e alcançar uma máxima acima de 4,27 reais. (Foto ilustração)

A moeda saiu de quase 4,27 reais para cerca de 4,23 depois de o BC anunciar atuação no mercado à vista, mas não demorou para recobrar fôlego e voltar a testar o patamar de 4,26 reais.

Às 12:16, o dólar avançava 1,06%, a 4,2596 reais na venda. O dólar deixou para trás o pico histórico para o intradia, que até então era datado de setembro de 2015, em torno de 4,25 reais.

O dólar à vista passou a maior parte da manhã em alta acelerada, chegando a alcançar 4,2704 reais na máxima da sessão, refletindo a reação dos investidores após declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que sugeriram que a força do dólar veio para ficar.

Na segunda-feira, o ministro afirmou que, diante da redução da taxa básica de juros no país, o câmbio de equilíbrio “tende a ir para um lugar mais alto”.

Já nesta terça, o presidente Jair Bolsonaro disse que continua a torcer para que o dólar caia, mas disse que a moeda norte-americana em alta tem vantagens e desvantagens e que acata a posição defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o câmbio.

Na B3, o contrato mais líquido de dólar futuro tinha alta de 0,72%, a 4,2590 reais, depois de bater 4,2700 reais no pico intradiário.

Diante do salto histórico do dólar à vista, o Banco Central anunciou nesta terça-feira leilão de venda à vista de no mínimo 1 milhão de dólares, em oferta líquida de moeda, à parte, portanto, do leilão de 785 milhões de dólares no segmento spot conjugado com venda de swap cambial reverso.

Com isso, o BC mostra ao mercado as ferramentas disponíveis em meio à fraqueza da moeda brasileira.

“O Banco Central deu um recado, vendo o que está acontecendo. Não é porque o Guedes falou que o dólar vai ficar alto que vai ficar por isso mesmo”, disse Jefferson Laatus, sócio e fundador do Grupo Laatus. “O BC mostrou estar disposto a usar as ferremantas disponíveis para controlar a volatilidade.”

“O mercado, depois da fala do Guedes, quer testar quais são os patamares que incomodam o Banco Central. E teve essa venda de dólares à vista, um recado do BC”, acrescentou.

Mas, segundo Laatus, o dólar pode recuperar o movimento exagerado de alta registrado pela manhã caso o BC não volte a atuar nesta terça-feira.

Mais cedo, o Banco Central vendeu 3.500 contratos de swap cambial reverso e 175 milhões de dólares em moeda spot, de oferta de até 15.700 e 785 milhões, respectivamente. Adicionalmente, a autarquia vendeu 8.100 contratos de swap tradicional para outubro de 2020 e 4.100 contratos para junho do ano que vem —ambos para rolagem do vencimento janeiro de 2020. (reuteres)

 
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