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Entrevista: Empresário Flávio Rocha
“O Estado gasta com privilégios e falta o essencial”

Empresário bem sucedido, dono da rede de lojas Riachuelo, uma das maiores do Brasil, o pré-candidato à presidência da República Flávio Rocha (PRB) esteve em Feira de Santana. Em um encontro conturbado com empresários, já que sua palestra não passou de 15 minutos, falou sobre direita e esquerda e “nós contra eles”. Antes da palestra, em entrevista coletiva à imprensa, disse que o momento é de parceria dos que produzem, geram riquezas e empregos e que pagam a conta desta gigantesca farra estatal. Ele entende que próxima eleição, que é a mais importante da história do Brasil, pelo menos no período pós-democratização, é um conflito avesso a todos esses conflitos artificiais que foram gerados e que uma pequena elite da aristocracia burocrática puxa a carruagem que está em cima. Ou seja, “os conflitos do que produzem e os que parasitam na máquina estatal”.

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Enviado por Jair Onofre - 22.10.2012 07:00h
por Felipe da Silva Freitas[1]

AS COTAS E A DEMOCRACIA

 
Foto: Felipe da Silva Freitas que é bacharel em direito

Foto: Felipe da Silva Freitas que é bacharel em direito

Foi assinado na última semana o decreto que regulamenta a Lei de Cotas aprovada pelo Congresso Nacional determinando a reserva de metade das vagas de universidades e institutos federais para alunos de escolas públicas, negros e índios. Nas palavras da própria presidenta Dilma Rousseff, trata-se de uma medida que contribui para saldar uma dívida histórica do Brasil com os jovens pobres enfrentando o duplo desafio de democratizar o acesso às universidades e manter o alto nível de ensino com respeito à meritocracia.

A adoção de política de cotas nas universidades federais soma-se a outras conquistas importantes no campo da promoção da igualdade racial. Assim como a adesão do Brasil às resoluções da III Conferência Mundial de Combate ao Racismo, em 2001; a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, em 2010 e a declaração pelo Supremo Tribunal Federal da constitucionalidade das políticas de ações afirmativas para negros nas universidades, em 2011, a aprovação da Lei de Cotas marca a consagração das políticas de ações afirmativas como mecanismos constitucionais justos e necessários para a promoção da igualdade racial.
 
Trata-se de uma conquista que é fruto da luta dos movimentos sociais negros e que confirma um novo marco para a interpretação dos textos legais e para a elaboração de políticas públicas no Brasil. A partir do reconhecimento do executivo, do legislativo e do judiciário quanto a constitucionalidade e a pertinência das políticas de cotas superamos mais uma etapa na luta por políticas de promoção da igualdade no país.
 
Com melhores condições para o acesso dos negros à universidade o Brasil torna-se mais democrático e desenvolvido.  Não se pode falar em desenvolvimento numa sociedade que convive passivamente com a exclusão da maioria da população e somente quando se promove alargamento do espaço público, inclusão social e afirmação de novos direitos uma sociedade pode ser reconhecida como sociedade democrática. A eliminação do racismo é condição necessária para o desenvolvimento nacional e para o estabelecimento da democracia real no Brasil.
 
As cotas não são uma panaceia, mas, significam a incorporação progressiva da promoção da igualdade racial como um dos objetivos de uma governança democrática para o século XXI. Assim, fica o desafio de além de promover a inclusão dos negros permanecermos na tarefa de denunciar o racismo como gerador de desigualdades e afirmar novos campos nos quais as políticas públicas precisam agir para corrigir desigualdades históricas. O combate ao extermínio da juventude negra é, por exemplo, uma destas outras tarefas que seguem latentes na agenda nacional. Festejemos as conquistas e vamos aos próximos passos!
 
________________________________________
[1] Felipe da Silva Freitas é bacharel em direito e como membro do Núcleo de Estudantes Negras e Negros da Universidade Estadual de Feira de Santana (2005 – 2010) participou dos debates pela implantação de política de cotas naquela instituição.
 
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