Bahia na Política por Jair Onofre
 

 
 
 

Você daria um Título de Cidadão a Jair Bolsonaro?



Parcial
 
 

ENTREVISTA: Químico e sindicalista Hamilton Ramos de Lima

Retomando as entrevistas com lideranças políticas e de destaque no Município ou de projeção em níveis estadual e nacional, estamos nesse mês com o químico e sindicalista Hamilton Ramos de Lima. Natural de Feira de Santana, 59 anos, casado, pais de dois filhos, nível superior, católico, pensa em ser candidato a prefeito em 2020. Foi uma conversa com o próprio diretor do site Bahia na Política, Jair Onofre, de pouco mais de duas horas. Ainda sem partido, diz que está analisando uma legenda. Já conversou com vários dirigentes e seu principal problema nesse momento é ter uma plataforma política administrativa para discutir com a sociedade. Veja a seguir:

O senhor sempre viveu Feira de Santana, participando das atividades seja da área administrativa ou política. Afinal, quem é Hamilton Ramos?

Hamilton é um camarada que procura ser o mais correto possível, sempre imaginou galgar profissionalmente um bom lugar na sociedade feirense e por ironia do destino, para não cumprir horário na Prefeitura, eu entrei no sindicato, mas nunca tive isso como profissão. Gosto da área de sindicato, gosto de atender o público, de resolver os problemas das pessoas, mas sou muito apaixonado mesmo é pela área de Química, onde presto serviço a várias empresas em Feira de Santana. Uma área não atrapalha a outra. Sou consultor de empresas, eu agradeço a Deus todo dia por ter batalhado muito e ter tido vários perfis, várias profissões e me dedicado ao meu trabalho. Tem muitos anos que eu pude tirar 15 dias de férias, porque quando eu me livro de uma atividade, não tenho como me afastar da outra. Eu continuo batalhando, continuo prestando meus serviços da melhor maneira possível e, profissionalmente falando, onde as empresas me requisitam eu estou sempre à disposição para prestar o melhor serviço possível.

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Enviado por Jair Onofre - 10.10.2012 09:35h
(*) Osvaldo Ventura

O Sacrossanto PIB

 
Foto: Ex-vereador e escritor Osvaldo Ventura

Foto: Ex-vereador e escritor Osvaldo Ventura

A continuar a busca incessante pelo desvairado crescimento econômico, pela valorização excessiva do Produto Interno Bruto em cada país do mundo, a humanidade estará fadada a desaparecer. Sim, porque em última instância, o aumento constante e ilimitado do PIB, como se afigura hoje, provocará, fatalmente, o esgotamento dos recursos naturais disponíveis em nosso planeta, colocando um ponto final na aventura humana. Catastrofismo?! Realidade: imagine-se a população da China e da Índia com o mesmo nível de consumo dos Estados Unidos da América!

Para o capitalismo neoliberal e consumista, o ser humano representa pouco frente a números, estatísticas e desenvolvimento econômico mensurado pela régua ameaçadora do indefectível Produto Interno Bruto. O PIB se tornou o Bezerro de Ouro de nossos dias, adorado e idolatrado nos quatro pontos cardeais da Terra, como se esse novo deus operasse o milagre da transformação da miséria de um país, em riqueza de seu povo. É falsa essa premissa, na medida em que o lucro do consumo de bens e serviços produzidos em uma nação é escandalosamente expropriado pelas classes dominantes, em prejuízo de melhores condições de vida de seus habitantes. E isso acontece constantemente em regiões onde a pobreza predomina, pois já se disse: A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.    Obviamente, não se pode deixar de reconhecer a importância de dados estatísticos para respaldar uma boa administraç&atil...

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Enviado por Jair Onofre - 22.08.2012 15:30h
Opinião

Política com Educação

 

 

O grande estadista francês Charles de Gaulle tinha razão quando afirmou que "O Brasil não é um país sério".

Em uma analise sem aprofundar nas questões vemos que nada nestes pais é levado a serio, em nosso estado ou em nosso município. As denuncias de corrupção surgem a cada dia nunca são apuradas totalmente, os corruptos e corruptores ficam impunes, entram no esquecimento, não conheço nenhum que ficou preso e teve que devolver o total roubado.

Agora o Brasil todo esta prestando atenção no Supremo Tribunal Federal STF , quando julga os envolvidos no mensalão, ninguém acredita que haverá condenações, alguns juristas afirmam que alguns crimes estão prescritos, assim alguns menos prestigiados serão dados como culpados, mas não sofrerão nenhuma sanção. O caso Cachoeira já é pouco lembrado.

Como um país pode ser serio se a educação das nossas crianças esta entre as piores do mundo? Recentemente saiu o resultado do IDEB, divulgado pelo MEC, aqui na Bahia a nota maior alcançada pelos estudantes da rede publica foi de 6,7 , 1a  a 4a. serie  num colégio municipal de  Lacínio de Almeida, cidade pouco conhecida de todos nós baianos. Em Feira de Santana os alunos da escola modelo da UEFS convênio com o município, obtiveram apenas a nota 6,1. No ensino da 5a. a 9a. serie, ai  a situação é ainda pior, a melhor nota é do Colégio Militar em Salvador, administrado pelo exercito que, obteve nota 7,2 e o...

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Enviado por Jair Onofre - 23.07.2012 11:32h
Opinião

Alternância de Poder

 

 

Feira de Santana-Ba – Ano de 1962, há exatamente 50 anos, numa disputa acirrada entre João Durval (UDN) e Francisco Pinto (PSD), venceu aquele que apresentava as idéias mais populistas, Chico Pinto. Um ano e poucos meses de governo veio o golpe militar de 64, é deposto, preso e torturado, substituído em maio de 64 pelo então vereador eleito pelo partido contrario o Professor Joselito Amorim que governa por dois anos com o aval dos militares.

1966 - Feira de Santana com menos de 200 mil habitantes, não estava entre as cidades de segurança nacional, assim era permitido a escolha do governante pelo voto direto. João Durval mais uma vez candidata-se, seu adversário o tabelião do cartório, Sr. Antonio Araújo, vereador representando um distrito rural, homem de pouca expressão política e poucos votos, era o tempo da ditadura e ninguém queria correr o risco ser preso e torturado, venceu facilmente o candidato dos militares.

1970 - Copa do Mundo de futebol, Brasil tri-campeão, mais uma eleição direta, Newton Falcão, filho do coronel João Marinho Falcão da antiga UDN, (Arena), disputa com José Falcão da Silva, advogado do Banco do Brasil, candidato do MDB, vence com pouco mais de 300 votos o representante da elite feirense e dos militares, para um mandato de apenas dois anos.

1972 - Novas eleições, Jose Falcão (MDB) com o apoio da família Falcão, que havia travado uma briga entre o Jornal da Bahia e ACM, então o governador da Bahia, que perseguia todos e quaisquer empresário ou funcionário que carr...

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Enviado por Jair Onofre - 26.06.2012 14:26h
Marilton Carvalho

Alternância de Poder

 
Foto: Empresário Marilton Carvalho

Foto: Empresário Marilton Carvalho

 

 

Feira de Santana-Ba – Ano de 1962, há exatamente 50 anos, numa disputa acirrada entre João Durval (UDN) e Francisco Pinto (PSD), venceu aquele que apresentava as idéias mais populistas, Chico Pinto. Um ano e poucos meses de governo veio o golpe militar de 64, é deposto, preso e torturado, substituído em maio de 64 pelo então vereador eleito pelo partido contrario o Professor Joselito Amorim que governa por dois anos com o aval dos militares. 1966 - Feira de Santana com menos de 200 mil habitantes, não estava entre as cidades de segurança nacional, assim era permitido a escolha do governante pelo voto direto. João Durval mais uma vez candidata-se, seu adversário o tabelião do cartório, Sr. Antonio Araújo, vereador representando um distrito rural, homem de pouca expressão política e poucos votos, era o tempo da ditadura e ninguém queria correr o risco ser preso e torturado, venceu facilmente o candidato dos militares. 1970 - Copa do Mundo de futebol, Brasil tri-campeão, mais uma eleição direta, Newton Falcão, filho do coronel João Marinho Falcão da antiga UDN, (Arena), disputa com José Falcão da Silva, advogado do Banco do Brasil, candidato do MDB, vence com pouco mais de 300 votos o representante da elite feirense e dos militares, para um mandato de apenas dois anos. 1972 - Novas eleições, Jose Falcão (MDB) com o apoio da família Falcão, que havia travado uma briga entre o Jornal da Bahia e ACM, então o governador da Bahia, que perseguia todos e quaisquer empresário ou funcionário...

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Enviado por Jair Onofre - 19.06.2012 07:19h
Nota Pública

Movimento condena aliança PMDB e DEM

 
Foto: Ex-vereador Hosannah Leite (PMDB)

Foto: Ex-vereador Hosannah Leite (PMDB)

Líderes políticos e comunitários, amigos e correligionários, estiveram reunidos no dia 17 de junho de 2012, para discutir as novas configurações políticas ocorridas no município de Feira de Santana – Bahia e, de comum acordo, resolveram emitir a seguinte Nota Pública:

Considerando que:    

1.    Somos, em sua maioria, oriundos dos movimentos sociais e políticos que combateram a ditadura militar no Brasil e guardamos uma história de comprometimentos com os movimentos populares na luta por seus direitos; 2.    Em nossa absoluta e total composição, guardamos o alinhamento ideológico com posições sociais de defesa dos interesses dos segmentos dos trabalhadores e dos menos favorecidos do nosso país; 3.    Politicamente sempre estivemos ao lado dos setores políticos e sociais que buscam mudanças e uma sociedade mais livre, democrática e independente; 4.    Até poucos meses muitos de nós éramos filiados ao PPS - Partido Popular Socialista, que guardava uma história de quase um século de lutas populares no país; 5.    Por interesses eleitoreiros, o PPS foi arrebatado por forças que sempre foram antagônicas, ideológica e politicamente, com manobras escusas, alinhados com a direção estadual partidária, o que nos levou a auto-expulsão por falta absoluta de convergência ideológica de militância; 6.    Nas últimas duas décadas, como no passado ao lado de líderes com...

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Enviado por Jair Onofre - 15.06.2012 12:05h
Felipe da Silva Freitas

Triste Fim...

 

 

O dia 11 de junho de 2012 marcou o fim de um importante símbolo da luta democrática em Feira de Santana. Durante mais de 20 anos sempre que se falou em luta por democracia, por liberdade e por justiça social de algum modo sempre se fez referência ao grupo do Dr. Colbert como ficou conhecido o grupo de militantes originários do velho Movimento Democrático Brasileiro dirigidos e referenciados na história e nas práticas políticas do ex-prefeito de Feira Colbert Martins da Silva. Trata-se de um grupo plural com níveis de relacionamentos distintos entre seus membros e com formas de organização não unificadas, mas, um grupo importante na construção da resistência aos métodos conservadores e autoritários na política, defensores da ética e em todo o tempo opositores do “carlismo”.   O triste episódio ocorrido em junho de 2012 é a indicação do professor Luciano Ribeiro, importante quadro do PMDB e do grupo do velho dr. Colbert, como candidato a vice-prefeito na chapa do histórico militante do PFL (hoje DEM) o ex-prefeito de Feira José Ronaldo de Carvalho. A indicação marca o fim da participação do grupo dirigido pelo ex-deputado federal Colbert Martins da Silva Filho na luta democrática de Feira de Santana e configura um dos mais complexos paradoxos políticos do qual se tem notícia na história do município.   Em seu discurso de justificativa o ex deputado Colbert ressaltou a dimensão conjuntural do movimento, reduziu as diferenças entre a sua própria biografia e...

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Enviado por Jair Onofre - 25.04.2012 12:21h
Marilton Carvalho

PMDB de Feira

 
Foto: Empresário Marilton Carvalho

Foto: Empresário Marilton Carvalho

Feira de Santana -No ano de 1988 quando o velho Colbert venceu as eleições, meu amigo Evaldo Martins, que havia sido designado para  dirigir as finanças do município, me convidou para ser  diretor de arrecadação de impostos, função esta que exerci ate o ultimo dia de governo sempre prestigiado, reconhecido e respeitado, por todos e  pelos Martins. Fora algumas rejeições, ciúmes ou despeito, por pertencer a uma  família tradicionalmente do partido contrário ao PMDB, quando era solicitado a fazer clientelismo a aqueles que se  diziam colberzistas  ou pintistas de carterinha, fieis por estarem empregados, e não era possível atende-los, vinham a toda hora querendo lembrar-me que era filho de Bubu. Certa vez em uma seção na câmara de vereadores, um sujeito pouco confiável, que  a todo o momento fazia de tudo para agradar ao prefeito, me abordou dizendo em alto e bom som que meu querido pai, Bubu, quando Chico Pinto foi deposto e  preso na revolução de 1964, havia tomado garrafas de champanhe não me contive, mesmo quando um companheiro tentou me impedi que respondesse de pronto, “você esta enganado, o velho Bubu não tomou nenhuma champanhe, tomou foram varias garrafas de uísque escocês”.  Todos riram. Naquele período conheci varias pessoas de bem que faziam parte do PMDB, verdadeiros e fieis ao velho Colbert, integro e honesto que nos dias de hoje dificilmente encontraremos, seus seguidores e admiradores continuam existindo, mesmo depois de mais de 20 anos, órfãos de cargos e colocações nos gov...

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Enviado por Jair Onofre - 09.04.2012 10:45h
Por Carlos Chagas

AS COISAS DE SÃO PAULO RESOLVEM-SE EM SÃO PAULO

 
Foto: Jornalista Carlos Chagas

Foto: Jornalista Carlos Chagas

Todo muro tem o seu tijolo de sustentação, quer dizer, se retirada a unidade fundamental, o risco é de desabar o conjunto inteiro. A vitória de Fernando Haddad nas eleições para a  prefeitura de São Paulo tem esse papel, para o PT. Ganhando, o ex-ministro da Educação neutralizará os tucanos na sua maior base eleitoral, poderá ameaçar a reeleição de Geraldo Alckmin em 2014 e, naquele ano, sedimentar a permanência de Dilma Rousseff na presidência da República por mais um mandato. Perdendo... Perdendo, em especial se for para José Serra,  ficará ameaçado o sonho dos companheiros de governar o país por 30 ou 40 anos. No meio dessa equação inconclusa encontra-se o Lula. Recuperado, 16 quilos  mais magro, o ex-presidente planeja reentrar no debate político e elevar  o candidato por ele lançado dos pífios 3% nas preferências paulistanas. Impossível não é, mas o PT precisará gastar muita sola de sapato. Tendo pés para  calçá-los, tudo bem, ainda que o risco seja de alguns líderes petistas fixarem prazo para a virada  do  jogo: junho, mês das convenções partidárias. Sem ter dado a volta por cima  naquele mês, ninguém garante a sobrevida de Haddad. Ele precisará chegar reforçado em agosto, quando começa  a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Substituí-lo será missão quase impossível, dada a presença do Lula no processo,  mas deixar que  marche para o ...

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Enviado por Jair Onofre - 19.03.2012 06:06h
Centro de Convenções

OBRAS DO CENTRO DE CONVENÇÕES DE FEIRA DE SANTANA ESTÃO CAMINHANDO PARA O SEXTO ANO DO MAIS ABSOLUTO ABANDONO E INDIFERENÇA DO GOVERNADOR JAQUES WAGNER

 
Foto: Radialista Genésio Serafim de Lima

Foto: Radialista Genésio Serafim de Lima

A construção de um Centro de Convenções é uma reivindicação antiga da nossa cidade. Iniciado em 2005 pelo governo anterior, o projeto com valor estimado em 25 milhões de reais,  previa um moderno complexo de negócios e lazer, com um grande teatro com capacidade para 800 lugares, salas para exposições, palestras, etc. Mas, o que deveria ser motivo de orgulho, acabou se transformando em mais um exemplo do descaso que o Governador Jaques Wagner tem com o nosso povo. Aliás, o mesmo não consegue disfarçar que não gosta de Feira.

Alegando falta de recursos, as obras foram paralisadas no início de sua primeira gestão. Já estamos no seu segundo Governo, e sequer uma pedra foi colocada na obra que com seus quase seis anos, está em ruínas. Pergunto: nesse tempo, o Estado não teve uma folga no orçamento para atender a maior e mais importante cidade do interior da Bahia? É bom que alguém diga ao Governador que há pouco tempo, o Município precisou realizar um evento de grande porte da Secretaria Municipal de Saúde e teve que recorrer ao auditório da Igreja Universal do Reino de Deus, na avenida Getúlio Vargas, e que a Assembléia Legislativa da Bahia quando veio se instalar no Município para votação do projeto que criou a região metropolitana, teve que ir para o Centro de Cultura Amélio Amorim.

É bom que o povo de Feira de Santana tome conhecimento que o governador esteve em Brasília, acompanhado do Secretário de Planejamento Zezéu Ribeiro, para reivindicar da bancada Baiana em Bras&...

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Enviado por Jair Onofre - 11.03.2012 16:36h
Osvaldo Ventura *

ESPAÇO PÚBLICO E CIDADANIA

 

 Foi durante a chamada Antiguidade Clássica que surgiu na Grécia a Pólis, o embrião de nossas atuais cidades, em cujo interior havia um espaço denominado Ágora, destinado à livre circulação de pessoas e produtos. Com o passar do tempo a Ágora se tornou um local público de significativa importância, no qual eram realizadas as assembléias do povo com os debates livres e democráticos de idéias, valores e princípios. Assim, regras e costumes começaram a brotar do entrechoque de contradições e antagonismos, dando origem à construção dos primeiros conceitos sobre espaço público e a consequente afirmação da cidadania.  

 Apesar dos eventuais recuos resultantes das variadas fases históricas da humanidade, os conceitos de espaço público e cidadania evoluíram, ampliaram-se e assumiram as características de instituições no processo civilizatório, embora constantemente desrespeitadas em suas concepções.

Em nossa cidade esses espaços, que não pertencem a ninguém, mas a todos, foram privatizados por alguns, em decorrência da inércia da sociedade e, principalmente, da omissão de nossos governantes. Ressalte-se, todavia, ser difícil um governante resolver um problema de tamanha magnitude, se seus próprios governados não exigem seus direitos ou são complacentes no tocante às normas públicas de coerção. Aliás, para um povo civilizado, as regras de convivência social, inclusive as normas de r...

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Enviado por Jair Onofre - 28.12.2011 14:26h
Para 2012

Ano Novo, Novas Promessas.

 

O momento em que mais pensamos, falamos e até agimos por mudanças é quando finda um ano e começa outro. Muda o ano e somos auto-acusados de tudo o que não conseguimos cumprir e prometemos repetidamente, desde alguns anos.

Não dissemos o que estávamos convencidos de que era importante dizer; uma confissão de amor, uma revelação de admiração por alguém, uma amizade não manifestada. Não denunciamos aquela situação que nos incomoda, que sabemos ser prejudicial a todos ou até criminosa para a sociedade onde vivemos.

Juramos ser mais cidadãos no próximo ano. Tudo isso nós nos prometemos outra vez. No próximo ano vou vencer o acanhamento, vou superar a inibição ou o egoísmo. No Ano Novo vou ser menos vaidoso, vou olhar mais o outro, especialmente com quem vivo em proximidade todo o ano.

Juro que vou ser mais solidário. Prometo que vou dar mais atenção aos que precisam mais e, sei que posso dar algo de mim, como atenção ou dedicação, não apenas o que me sobra. Cada ano que se renova nosso desejo é o de ler mais, ir mais ao cinema, ao teatro ao futebol a festas, ouvir mais músicas; essas coisas batem em nosso interior como uma promessa, um juramento.

- Prometo que neste novo ano vou procurar os amigos só para bater papo. Saber deles como eles estão. Vou ligar mais para os que moram distante. Não vou mais me ligar tanto em TV, e mais ainda nesses noticiários que só nos angustiam, estressam e entristecem. Juro que vou responder mais os e-ma...

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Enviado por Jair Onofre - 20.12.2011 13:52h
PALAVRA DE NATAL

COM FÉ E SOBRIEDADE CULTIVAMOS O DOM DA VIDA

 

Santo Estevão – 18 de dezembro de 2011.

A Vida, o que é?

A Ciência descreve como o tempo de existência de um organismo entre o nascimento e a morte.

Para o Poeta a vida é um sopro do Criador, uma atitude repleta de amor.

Cremos ser tudo isso, e mais ainda, como nos ensina Lenoardo Boff, a vida é uma tarefa, não apenas um dado, um ato, um fato.

Os antigos identificavam a vida dos homens bons como virtuosos. Não falavam em fé.

A fé, hoje reconhecemos, era o amor, então a maior das virtudes, a dedicação, a disponibilidade, a fidelidade, a autenticidade, a coerência.

É da natureza  humana crer, ter FÉ.

Normalmente o enfoque que se dá a FÉ é religioso, como virtude teologal. Porém, desde alguns anos passados, quando me chegou às mãos um pequeno grande livro de João Batista Libânio, denominado A FÉ, que compreendi melhor a distinção clara, a FÉ humana e a FÉ religiosa. Mas, lógico, que ambas como manifestação única do homem e da mulher.

O que me provocou esta pequena resenha foi pensar do fim para o começo sobre a FÉ humana.

É que vivemos tempos de medo, de insegurança de sustos, de desconfianças. E, é irrefutável que não há lugar para a FÉ no homem quando os sentimentos  que vivemos  são de desconfiança e  descrença.  A FÉ apenas como risco  inevitável d...

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Enviado por Jair Onofre - 07.12.2011 13:11h
Pregação

Santa Luzia em Caruara

 

Sempre sou surpreendido por convites que julgo imerecidos. Solicitaram-me fazer uma pregação na comunidade de Caruara, isto mesmo, no Distrito de Humildes.

É que nestes dias realizam-se os festejos em louvor de Santa Luzia, padroeira daquele lugar.

Fiquei encabulado com o convite, honrado com a lembrança e o destaque e comprometido a não somente refletir sobre o tema que me apresentaram, mas sobre Santa Luzia, a padroeira festejada, de quem apenas sabia ser protetora dos olhos, da visão ou dos deficientes visuais.

Santa Luzia é protetora oficial de muitas cidades, deu nome a tantas outras e é louvada padroeira da cidade de Rebordosa no norte de Portugal, só por exemplo. No dia de Santa Luzia ou Lúcia como diziam os Latinos, 13 de dezembro, dia da sua decapitação, lembramo-nos de sua fé e exemplo de cristandade. Em virtude de seu nome que é originário de LUZ, do latim, busca-se sua intercessão para se obter sair das trevas.

Estou - me afastando do principal, é que para mim foi dado pela comunidade de Caruara à incumbência de falar, não de Santa Luzia, mas afirmar que “Queremos ser uma Igreja amante da juventude”. Pensei como sempre, não posso me distanciar do que acredito que é na juventude onde depositamos nossas esperanças e fé no futuro.

Se a criança é o inicio de nossa continuação, a juventude é a certeza do andamento e da construção. Jesus viu nas crianças a pureza a ingenuidade e a possibilidade a partir da qual se constrói um mundo justo e fraterno. A juventude, fase...

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Enviado por Jair Onofre - 18.11.2011 14:18h

As Escolas e os Eleitores

 

Fui procurado por moradores de Povoados do Distrito da Matinha para lhes ajudar no pleito de fazer retornarem as urnas eleitorais para a sede de Alecrim Miúdo, Candeia Grossa e Jacu.

O fato é que em 2008 devido ao estado deplorável dos prédios escolares localizados nas praças dos Povoados, a Justiça Eleitoral não pode instalar as sessões que já há muitos anos recebiam mais de 1.500 eleitores da 156ª Zona Eleitoral.

Este fato, como não diz respeito á atividade educacional, ninguém comentou nem deu a importância merecida. As eleições passam depressa e a memória de nossa gente é curta.  Merece registro, nas últimas eleições, o povo da Matinha dos Pretos somente teve urnas na sede do Distrito e nos Olhos D’água das Moças.

Desde muitos anos, nos Povoados que dispõem de prédios escolares nas suas sedes, o TER – Tribunal Regional Eleitoral  autorizou a instalação de urnas, então, os eleitores  de forma mais confortável e sem deslocamentos penosos, votam próximos as suas residências.

Nas últimas eleições os povoados da Matinha tiveram uma abstenção acima da normal. Explicável e compreensível, tiveram que ir votar mais distante que nos anos anteriores. Muitos eleitores não foram as suas sessões.

Com a dependência de deslocamento para exercerem o direito-dever de escolherem seus governantes, os eleitores ficaram a mercê da oferta dos candidatos com transportes que oferecem para cooptar o voto dos menos a...

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Enviado por Jair Onofre - 10.11.2011 12:04h
Casa da Cidadania

A BVI de ZeRo

 

Esta história de BVI é velha e se repetiu em nossa Casa da Cidadania várias outras vezes.

Sempre que parlamentares do Município não desejam fazer, assumidamente, oposição ao Executivo, se auto denominam de Bancada Independente. A origem desta Bancada é ex-governista que foi para oposição por ter os seus membros (vereadores) identidade e alinhamento (compromissos) com outro pretendente ao Paço Municipal. Logo, é uma oposição que se deseja camuflar ou que não deseja ser tratada como tal, ou que não deseja perder “espaços”, ou, ou...

BVI é, pois, em um breve momento, uma tentativa de sobrevivência no Poder, com o Poder, mas, sem assumir os ônus do Poder.

A alegação de que se tem direito a participar do Poder que ajudou a conquistar é um argumento frouxo. Mais que ajudar a chegar ao Poder importa o exercício e a manutenção. Senão, era conquistar e depois dar as costas mesmo continuando a receber os benefícios que ele, Poder, encerra. Dar as costas ao Poder ocorre, ou por outra perspectiva ou por discordância em princípios, fundamentos e condutas, ou por desfenestramento, como ocorria no Leste Europeu com os Ministros que caiam no desagrado da população.

Celso Pereira

 
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Enviado por Jair Onofre - 27.10.2011 09:57h
Vida em sociedade

A Democracia Sempre Ameaçada

 

Não há sobre o que se fale ou faça que não alcance o outro. Logo, viver é partilhar e entrar na partilha. É a vida em sociedade.

Começo com esta sentença porque tendemos a não atribuir a importância correta às instituições e as pessoas de nosso tempo e com quem vivemos. É natural, como dizem os sociólogos, a observação participante é comprometida.

Somente a exemplo, a Câmara Municipal pode parecer, e não raro aparenta, quando não imprópria, desnecessária. Mas somente conhecendo de onde viemos é que podemos nos convencer de que a tripartição do Poder é uma das mais eficazes e avançadas forma de organização do Estado. É a democracia, que dizia Churchill: Entre os melhores ainda é o menos pior dos regimes  políticos.

O Legislativo, não tem que se pensar, a pesar de tudo, se constitui efetivamente a representação mais autentica de quem o elegeu.

Frequentemente incorremos em uma deslavada confusão, trocamos a instituição por quem temporariamente ocupa ou detém seu exercício.

Ministérios, departamentos, fundações ou autarquias são bons ou ruins por suas ações, pelos seus programas, a operacionalidade desses projetos e, a eleição das prioridades e importância para gastar suas dotações. Ou seja, o gestor deixa-os bem ou mal.

A propósito, o Ministério Público, por exemplo, foi criado com o maior dos bons propósitos. A Lei...

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Enviado por Jair Onofre - 03.10.2011 11:53h
Xadrez político

O REI, A RAINHA, O BISPO, A TORRE, O PEÃO E O CAVALO

 

O  sistema eleitoral brasileiro é partidário. Ou seja,  somente através da filiação a um Partido Político regularmente  registrado no TSE – Tribunal Superior Eleitoral, o cidadão  no gozo  de seus  direitos políticos, poderá  ser candidato a cargo  eletivo  e receber  o sufrágio de seus concidadãos.

No correr da próxima semana, nos primeiros  dias do mês de outubro,  faltando um ano  para as próximas eleições,  por força de exigência legal,  encerra-se  a azáfama entre  os pretensos candidatos a cargos eletivos  e entre  os Partidos – as legendas  - que acolhem os candidatos  a ocupantes aos cargos de agente político  por eleição.

Este  é o primeiro  processo seletivo,  ou  o primeiro processo  de “mexida” no tabuleiro  da política partidária  para  as eleições que se aproximam. Tal qual os movimentos de rotação e translação da terra, desde  o pluripartidarismo que  esse remelexo  existe e se mantém como se fosse  da natureza da política eleitoral.

Uns  políticos  são forçados a sair da agremiação onde se encontram; as vezes  o  Partido tem “dono”; outras vezes  o jogo das contas (cálculos) dos votos, projeç&otild...

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Enviado por Jair Onofre - 29.09.2011 06:24h

EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA

 
Osvaldo Ventura

Osvaldo Ventura

O meio ambiente é, com razão, uma das grandes preocupações da atual civilização. Aquecimento global, degradação do planeta, preservação das florestas, principalmente as tropicais, são temas recorrentes na mídia. Entretanto, uma palavra não se ouve e não se lê sobre a causa fundamental da hecatombe que espera a humanidade em médio prazo: as consequências da explosão demográfica que se verifica nos países subdesenvolvidos e nos emergentes, sendo nestes em proporções menos dramáticas.     No Brasil, nos anos sessenta e setenta do século passado, alguns militantes da esquerda condenavam o simples planejamento familiar, tendo como premissa dois argumentos ideológicos. O primeiro preconizava que o povo brasileiro precisava ocupar os espaços vazios do território nacional, antes que o imperialismo yankee viesse usurpá-los. Enquanto o segundo baseava-se na utópica concepção de que o crescimento populacional obrigaria os detentores da riqueza do país a uma melhor distribuição de renda, objetivando evitar uma provável convulsão social de resultados imprevisíveis. Entretanto, outros sustentavam que “não se preenchem espaços vazios com estômagos vazios”, aduzindo, ainda, que os famélicos de todos os quadrantes jamais provocariam qualquer convulsão, pois, “famintos apenas morrem de fome”. A despeito dessas e de outras alegações em contrário, nada impediu a desenfreada proliferação, embora não se concretizasse a...

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Enviado por Jair Onofre - 15.09.2011 11:05h
Corrupção

Aqui como na India

 

Alvíssaras! Alvíssaras. Mesmo sendo somente aqui e  acolá, alguns cidadãos  organizaram-se  e foram às ruas  manifestarem-se contra a (absurda) corrupção  que grassa na vida pública e também na atividade privada em todo o País.

Assim é que começa.

Em Brasília (não poderia deixar de ser) e em outros lugares no país, no sete de setembro, formaram-se grupos de protesto a exigirem o fim da corrupção, especialmente na atividade pública. Não é possível que vivamos todos os dias com noticias (novas informações mesmo) de corrupções identificadas e nada seja feito como reação da sociedade contra tão deletéria conduta.

É verdade que desde os primórdios o homem se dedica a reunir para si ou em torno de si o Poder, seja econômico, político, intelectual, religioso e outros tantos mais. Mas, o mais assustador é que essa cultura do reunir poder, acentuada, fruto do sistema sócio econômico em que vivemos, rechaçou o Poder pela autoridade moral, o Poder da ética para dar lugar ao Poder pelo acumular, o Poder pelo consumo, o Poder pela extensão do mando e coisas tais.

 

Não faz muito que nossa cidade festejou in memoriam ao médico e professor  Gastão Guimarães. Que bom exemplo! Sei que não nos faltam exemplos de seriedade, honestidade e capacidade contributiva para o progresso entre os nossos. Contudo, preocupam e entristecem-nos os paradigmas de hoje: são cantores, jog...

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Enviado por Jair Onofre - 29.08.2011 14:32h
Realidades

O NOVO VELHO

 

Existem vários meios e modos de se intervir nas realidades e promover alterações do indesejado “status quo”. Sem dúvidas que a atividade pública é um dos mais fortes instrumentos e vias diretas para esse mister. Quando falo em intervenções e mudanças, sempre prendo-me a fatos sociais, a ordem e aos processos como a sociedade se organiza (ou desorganiza) por seus fenômenos.

É certo que são vários os fatores que levam ou permitem mudanças na praxis. Não creio no monismo, na uni-causalidade nas mudanças do movimento que faz a história. Mesmo tomando um cenário micro para exame ou foco de nosso interesse, insisto na pluricausalidade dos combustíveis de suas forças motrizes.

Mas o que é certo é que tais forças, tais molas propulsoras podem ter ou se manifestar de formas e modos diversos, como antes dissemos acima. Para uns, a força, a violência, as vaidades e as atribulações são única eficácia para promoção de seus projetos em sociedade. Mas, graças rendidas, existem, e não são poucos os que crêem nos processos e nos procedimentos pacíficos, respeitosos, amistosos, amorosos, fraternos até.

Falando-se em mudanças, pensando sobre fatos sociais, forçoso afirmar-se que o novo pretende sempre enterrar o velho. Importante e difícil é identificar o novo como novo, porque o velho não raro se apresenta com indumentária da moda, só isso, mas o retrogrado que carrega lhe trava nas atitudes manifestadas, revelando o engod...

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Enviado por Jair Onofre - 22.08.2011 14:16h
Artigo

O animal político

 

Sou dos muitos que aprendeu na vida pública que o homem é um animal político porque primeiramente, controla seus instintos, seus sentimentos menores para dar lugar as atitudes associativas e gregárias e, como político, objetiva o bem comum e a construção de uma vida republicana.

O filósofo Aristóteles cunhou uma frase sobre seu pensamento dizendo: “todo homem é um animal político”. O que realmente quis dizer o maior filósofo da antiga Grécia? O Homem é incapaz de viver isolado dos outros homens. Por sua natureza, observou Aristóteles, o homem nasceu como que para viver na Polis (cidade).

O homem é gregário e associa-se para “cumprir” seu destino ou sua tarefa de construir sua história. Da família para a Pólís e daí para o Estado. “A utilização da expressão “animal político” leva em consideração tanto o fator geográfico, físico e as questões relativas à delimitação de fronteiras – que por sua vez estipulam não apenas os espaços por onde podem e devem transitar os membros de uma determinada comunidade, como também os elementos e características que os definem social e culturalmente – como também pede e define como imprescindível a criação de regras, leis, bases de convivência e elementos de governabilidade”.

São sobre estas imprescindibilidades que nos chama aten&...

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